sexta-feira, 5 de junho de 2015

Diz que foi Dia da Criança!





Eu tenho um je ne sais quoi de dramática.

Não sei se já deu para perceber isso.

Não sei mesmo. Sem uma ponta de ironia.

Mas sim, sou um bocadinho dramática. Admitamos.

Mas não só sou um bocadinho dramática, como adoro dramas.

Não dramas de telenovela - ainda as argolas gigantes eram um must quando vi a última novela. Sim, Khloe Kardashian, bem vinda a este século - nem de fazer filmes com as vidas reais das pessoas.

Nada disso.

Gosto é de uma boa encenação. De um efeito dramático. Dum cenário. Dum argumento de suspense.

Sim, de um bom xanan!

Sou, por isso, uma neurótica das festas e celebrações. Maluquinha mesmo.

Penso, pesquiso, planeio, invento, penso mais um bocadinho e volto a inventar.

Qualquer dia destes mostro-vos fotos de festas que organizo. Ia dizer prometo, mas vou optar pelo previno. Até aviso no dia antes. Para já nem abrirem.

Mas isso é para outro dia. Hoje ficamo-nos pelas celebrações.

E qual será a celebração preferida duma Mãe Patinha que se preze?

Bem, a segunda, porque a primeira é o aniversário da CLSM. Obviamente.

E qual será a segunda celebração preferida duma Mãe Patinha que se preze?

Bem, a terceira, porque amo o Natal. Ainda mais agora.



Pronto, ok, esta semana foi o dia da Criança.

E como é que expliquei à Maria do Carmo - entretanto ocorreu-me que ela, aos 22 meses, não sabe - o que é o dia da criança?

            - Oh, meu amor da mãe hoje é o teu dia.

Diálogo que exprime com os olhos e que só uma mãe com super poderes consegue ouvir. DEOSMSPCO em suma:

           - Mas não são todos?

           - Hoje ainda tens mais beijos e abraços que nos outros dias.

DEOSMSPCO :

            - Tem mesmo de ser? Já tinha outros planos...
 
            - E parece que haverá presentes!

            - Espera lá que isto assim já me interessa. Continua...

            - Parece que está qualquer coisa na sala para ti.

Diálogo real que qualquer pessoa pode ouvir, DRQQPPO:

              - Uma tenda pá Mia Cámo?


Pronto, pára tudo!

Como assim uma tenda pá Mia Cámo? Mas como é que tu sabes que é uma tenda para a Mia Cámo? Andaste no meu facebook? No meu pinterest?

Ai, tu queres ver que a piquena é psíquica. Do tipo adivinha de feira?

Mas onde está o suspense, o drama, o efeito surpresa que a mamã tanto gosta?

Mas como raios é que ela adivinhou?

Talvez não devesse ter-lhe perguntado 3 vezes durante a semana se ela gostava de ter uma tenda. Ela respondia com um simples "a mamã arranja". Porque, pelos vistos, a mamã arranja tudo. Sem qualquer problema.

Talvez pôr a tocar "A minha Tenda" da Xana Toc Toc não fosse o mais subtil. Pois. Mas não resisti ao dramatismo da banda sonora.

Afinal, a minha filha não é cusca nem psíquica de feira. Só não é burra.

     (Nota mental: ajustar complexidade das futuras pistas)

Mas ela, sabendo ou não, ficou para além de felicíssima e olhava para mim radiante com aquele brilho nos olhos que me faz cócegas na alma. Este.




E eu e o Super Gato ficámos ali derretidos a vê-la brincar. A Mia Cámo sai da tenda. A Mia Cámo vai pá tenda. A Mia Cámo feiça a tenda. A Minnie ziganti também vai pá tenda. Abacinhos à Minnie Ziganti na tenda.








Enfim, uma felicidade só.

Fiquei feliz porque ela ficou feliz e, sim, também porque substitui um acampamento cigano de lençóis e mantas em plena sala de estar por esta coisa gira.





A tenda é da Trapinho. É maravilhosa.

Os tecidos são ótimos, os acabamentos perfeitos e tem o tamanho ideal.

Fiquei verdadeiramente satisfeita. E isso, acreditem, é dizer muito.

Além do mais, em comparação a tantas outras que vi,  são muito em conta e as meninas por detrás da marca, que é  como quem diz as trapeiras de serviço, são um amor.

E com uma paciência infinita.

Ter que levar comigo não é fácil. Demorei quase dois dias a escolher os tecidos e ainda fiz perguntas do tipo as tendas são estáveis - não, colapsam com um espirro - e se a parte da frente da tenda fica aberta e qual o sistema para permanecer aberto - agora vejo que nem sei o que isto quer dizer.

Não é fácil, mas aguentaram-se à bronca. E o resultado está à vista.


Se repararem bem, está colada no vestido uma etiqueta com o nome de Maria do Carmo. Não é para nos lembrarmos como é que a nossa filha se chama. É que ela vinha do Gymboree. Estamos a guardar o sistema das etiquetas para o 3.º filho.

Esta é de longe a melhor foto de todas. Com o melhor enquadramento e melhor luz. Se eu estava inspirada? Não, foi a MC que tirou. Ela tira fotos melhores que as minhas. Verídico. Ligeiramente deprimente, mas verídico.
Rabo mai fofo de sua mãe!

Beijo da Patinha *


















quarta-feira, 3 de junho de 2015

De olhos em bico






Ontem a CLSM ficou a dormir na casa dos meus pais.


Ai, que moderna e desprendida esta Mãe Patinha.


Nada disso. Quase que fui obrigada a isso - por mim mesma é verdade, mas obrigada, não obstante - e foi um sofrimento só.


Três metros cúbicos de lágrimas. Não, quatro.


Mas não é sobre isso que quero falar.


Aliás, não quero falar sobre isso.


Mudando de assunto, então.


Demos por nós em casa desnorteados sem a nossa pimpolha.


Na verdade somos um bocado parvos - para não dizer tontos que nem portas com penas -, porque todos os dias temos o nosso momento a dois a partir das 21 horas, hora em que ela vai para a cama. Mas sabemos que ela está no quarto. E ontem não estava.

Lá estou eu no mesmo assunto. Arre!


Adiante.


Decidimos então fazer um jantar romântico regado com um bom ( leia-se muito) vinho.


Lá fomos nós aos folhetos - na nossa casa, fazer jantar significa encomendá-lo - e assim num rasgo de aventura e estamos-sós-em-casa-vamos-ser-malucos, decidimos pedir sushi.


Eu já há muitos anos que venho tentando gostar de sushi. Já experimentei algumas vezes e sempre com resultados desastrosos. Mas achei que poderia ser desta.


Lá veio o bendito do sushi e pareceu-me bem. Colorido, absolutamente geométrico e todo arrumadinho na perfeição.


Pensando bem, esta comida deveria ser perfeita para uma neurótica das arrumações como eu.


Eram 32 peças. Não faço ideia do que eram.


Mas 32 peças de quê? De sushi, ora.

Mas tipo sashimi, perguntei eu com esperança que não se percebesse que era o único nome que eu conhecia. E mesmo assim sem saber o que significava. Nada.


Mesmo sem saber, enchi-me de coragem e comecei.


Pauzinhos em riste e lá vou eu. Sem medos.


O primeiro era comível.


O segundo já me pareceu melhor.


Ao terceiro já comecei a achar que afinal até poderia vir a gostar de sushi. Olha que isto até é bom.


O quarto já me parecia mais do mesmo.


Isto, bom, bom, era como entrada. Seguido de um bifinho com natas.


O quinto já me enjoou.


Não que fosse terrível. Mas tem muito arroz. E algas. E peixe.



Desisti.



A parte melhor?


O pacote de bolachas com chocolate do Continente que comi a seguir.


Ah, e o vinho!


De pôr os olhos em bico.



Beijo da Patinha *















sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pais maravilhosos/pais horrorosos #1



Há uns dias fui ao MacDonalds.

Claro que não fui comprar comida para mim.

Que disparate. Eu só como alface.

Fui comprar para outra pessoa.

Para um amigo.


Pronto, adiante que isto agora não é a parte relevante.

Estava eu na fila à espera de comprar um Big Mac para o Super Gato - ah, era para um amigo? Sim, para uma amigo, claro - quando chega um pai com a sua filha e colocam-se ao meu lado.

Enquanto olhavam para o menu, pergunta o pai à sua menina de lindos olhos castanho se ela queria um happy meal. Ela que sim.

Depois pergunta-lhe se ela queria um brinquedo de menino ou de menina.

Não presumiu. Perguntou. Com toda a naturalidade.

Amei.


Está bem que o perfeito seria não haver distinção entre uns e outros.

Tanto compro carros como malas à CLSM. E nunca pensei nisso sequer.

Mas mesmo assim achei delicioso.

Quase tanto como o Big Mac.


Beijo da Patinha *

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Do desacordo




Pois, parece que o acordo ortográfico (AO) já entrou em vigor há duas semanas - sempre atual, eu - pondo fim à fase de transição e adaptação.

Não, parece que afinal não. Que legalmente só entrará em vigor em 2016.

Na verdade nem me dei ao trabalho de ir ver os argumentos aduzidos num e noutro sentido. É com tanta informação e contra-informação que já não se aguenta.

Mas faz todo o sentido que isto da entrada em vigor seja como o próprio AO: confuso e despropositado.

Despropositado - para não dizer de uma subserviência atroz - porque, dizem eles. nasce de uma necessidade de uniformizar a língua e manter um domínio e controle da língua portuguesa por parte de Portugal.

Mas que controle é esse, pergunta esta mãe Patinha armada em linguista?

Como é que se pode conceber a ideia de alterar a nossa forma de escrever pelo simples facto da língua portuguesa em Moçambique ou no Brasil ser escrita de forma diferente?

É diferente porque evoluiu de forma diferente. Teve outras influências.

E isto sou eu a ser muito simpática. Porque se não fosse, acrescentaria que também é diferente porque não souberam aprender corretamente a língua portuguesa. Mas como sou simpática não o digo.

Seja como for, essas evoluções e alterações deram-se de forma diferente em cada país, E é aí que devem ficar. Porque a língua é o espelho do povo. Do seu contexto e trajeto.

Ponho-me só a imaginar agora a Inglaterra a fazer uma coisa destas. A adaptar-se aos americanos. Os argumentos seriam transversais. Exatamente os mesmos.

Passar a ser theater - à uncle Sam - em vez de theatre - à british posh.

Acho que se vendessem esta ideia à rainha ela morreria de tanto rir. Bem, ao menos o triste do Carlos, o eterno príncipe já quase caquético, poderia enfim ser rei. Se ele for esperto, ainda fala à mãe nisto. A ver se lhe dá o badagaio.  

E depois ainda tem a outra parte. Que é um bocadinho humilhante, diga-se. Aquela parte em que parece que todos os outros países ignoraram o acordo, à exceção do Brasil, que parece - parece - que sempre o vai implementar.

Então afinal serve para uniformizar o quê, exatamente?

Um absurdo é o que é. 

De qualquer forma, se estiverem atentos, repararão com certeza que neste e nos outros textos escrevo já muitas vezes com a grafia estabelecida pelo AO. 

E como é que pode ser, se a pessoa aqui é tão contra o malfadado acordo?

É simples. Porque há coisas que me fazem sentido.

Faz-me sentido escrever exatamente, trajeto, ação ou ótimo, Mas só porque se mantém facto e pacto. Tal como se diz. 

Mas já não espetador, porque parece que está a espetar coisas, em vez de assistir um espetáculo. Mas espetáculo já me faz sentido sem o "c", engraçado.

Mas há consoantes mudas que realmente não fazem lá muito, não. São tipo os relações públicas. Ninguém sabe bem o que fazem nem para que servem. Mas aparecem nas revistas. 

Ah, mas servem para abrir as vogais (as consoantes, não os rp's, entenda-se). Pois, mas há imensas palavras com grafia semelhante e em que numa lê-se a vogal aberta e noutra fechada. E sabemos como funciona.

Não seria fulcral esta alteração. Realmente. Provavelmente nem necessária. Ou mesmo legítima.

Mas não me choca, nem me tira o sono que se retire essas consoantes. Mesmo que por decreto.

A alterar terá de ser assim, por decreto mesmo. Não somos o povo mais dado a alterações da língua. A alterações do que quer que seja, se pensarmos bem.

Mas depois há todo um mar, um oceano, um mundo e um universo de incoerências e incongruências neste AO.

E pior, coisas simplesmente estúpidas.

A quem lembra passar a ser janeiro em vez de Janeiro? E verão em vez de Verão?

A quem lembra passar a ser para, em vez de pára?

             -  Para aí! 

             - Está bem, venho para aqui.
   
             - Não, para aí!

             - Tum bum lum tum (som do cego a cair no penhasco)

       Ai, Virgem santa, que coisa horrível!

A quem lembra passar a ser cor de vinho em vez de cor-de-vinho? Mas continuar a ser cor-de-rosa.

A quem lembra passar a ser há de em vez de há-de? A sério? Quem é que se lembrou de alterar isto? Mas porquê? Uma ideia tão estúpida como os cabos de selfies.

E fim de semana em vez de fim-se-semana

Bem, ao menos só tiraram o hífen e deixaram-nos o fim-de-semana.

E então o que temos em respeito ao AO?

Duas coisas:

          Uma Filipa funcionária pública que terá de escrever e escreve de acordo com o AO.
   
         Uma Mãe Patinha que escreve como bem lhe apetece. Com algumas palavras novas e muitas antigas. A gosto da freguesa. 

         
Por isso, fica lavrado para memória futura que  por estes lados, todos os textos são escritos de acordo com o Acordo Filipográfico. Por decreto real.


Beijo da Patinha * 






terça-feira, 26 de maio de 2015

Pedra no sapato


Há pessoas que me irritam.

Eu até sou - ou pelo menos considero-me e como sou eu que estou a escrever, não tenho ninguém para refutar e posso escrever o que bem entendo - uma pessoa tolerante e de trato fácil. 

Moderado, vá.

Mas irritam-me solenemente as pessoas que estão sempre de mal com a vida.

Que acordam sempre com os pés fora da cama.

Que comem todos os dias vinagre ao pequeno-almoço. Com ameixas azedas.

Que só conhecem dois tons de discurso: agressivo à caniche pequenino e ruim ou agressivo à buldogue raivoso.

Irritam-me. Irritam-me porque são fonte de mal-estar. Irritam-me porque propagam a sua aura mais negra que barba de pirata da Disney onde quer que passam.

Irritam-me estas pessoas.

As que têm sempre uma pedra no sapato. Um pedregulho. 

Eu não. Eu já não tenho pedras no sapato.

Agora, sempre que calço um sapato que esteja à vista, tenho um morango de brincar lá dentro. 

Ou bolas. Ou o biberão da bebé Antónia.

Se algum dia destes eu também estiver com humor de elefante solitário em zoo no cio, já sabem o que dizer:

Aquela tem um playmobil no sapato.



O que encontrei há uns tempos no meio da minha cozinha. A hunter e o macaco José. Poderia ser um filme à Hunger Games.



Beijo da Patinha *

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Pais maravilhosos/Pais horrorosos





É mais forte que nós. Julgar.

É impossível, completamente impossível, ver um pai ou uma mãe na rua, no jardim, numa loja ou num supermercado a fazer, dizer, pedir ao seu filho o que quer que seja e não julgar. Não achar que o pai/mãe fez bem ou mal, que disse o correto, que usou ou não o melhor tom, que foi ou não razoável.

Se é ou não um bom pai ou mãe.

É impossível.

Bem, pelo menos para mim é impossível.

E tantas vezes apetece-me dizer, censurar ou simplesmente levantar-me e dar uma estalada ao pai ou à mãe. Porque se ensinam às crianças que a violência é um modo de estar, em abono da coerência, também devem levar com ela.

E não faço nada. Obviamente.

Mas tantas ou mais vezes também me apetece aplaudir, inspirar-me.

E não faço nada. Obviamente.

Porque na verdade não tenho nada a ver com a vida de ninguém. Mas não deixo de ter opinião.

Seja como for, sabe-me sempre a pouco.

E depois fez-se luz. Ó milher, então tu não tens um blog?

Escreve, escreve.

E pronto, assim se inicia uma rubrica (ai, fina!) onde posso dizer tudo o que penso sobre episódios de parentalidade que vejo por aqui ou por ali e que ou me fazem ferver o sangue ou derreter a alma. 

Chamei-lhe pais maravilhosos/pais horrorosos.

Eu sei que a palavra "horrorosos" é pesadíssima e muitas vezes será injustamente aplicada. Porque um momento a que eu assista não define o pai/mãe, que pode estar simplesmente muito cansado(a), num mau dia ou o que mais quer que seja. 

É verdade. Eu sei.

Mas é que horroroso rima com maravilhoso. E eu não resisto a uma rima.


Beijo da Patinha *


terça-feira, 19 de maio de 2015

O Monstro das Festinhas


A CLSM adora livros. 

E eu adoro que ela adore livros. 

Compro-lhe imensos, mas já aprendi que preciso de escolhê-los muito bem. 

Comprei-lhe livros de primeiras palavras tão maus, mas tão maus, que nem eu conseguia perceber o que raio era aquilo. Uma maçã - ou seria tomate - ao lado um avião? E a maça-tomate maior que o avião?

Há realmente uns livros péssimos. E há uns bons.

E depois há este. Que é maravilhoso!



O Monstro das Festinhas é perfeito. A personagem, a temática - principalmente para a Sarapica (nova alcunha) que adora abracinhos, como vos dizia aqui-, o texto simples, mas vibrante e cheio de vida e as ilustrações deliciosas. Coloridas, que até nem costuma ser a minha praia, mas que, por alguma razão, adoro.

E os nomes das personagens. Amo. Só nomes estranhos.

Ouvir a Maria do Carmo a dizer "Dona Quilina" (Dona Miquelina) e "Xinhô Poenxa" (Sr. Proença) mata-me de fofura.

O livro é da Carla Antunes e comprei-o na Fnac por 10€. Ainda por cima não muito caro.

É atualmente o livro preferido da CLSM e oficialmente um dos meus também.

A par com o Cem Anos de Solidão e o 1984.

Obviamente, fiel a mim própria, já andei à procura de todos os livros da autora. E vou comprar todos. Todos.


Mas isso leva-nos a outro problema. O espaço para guardar livros. 

Quando fiz o ninho da CLSM coloquei uma cesta de vimes pintada pela minha mãe, que foi forrada por uma costureira depois da minha mãe ter tentado 3 vezes e ter finalmente dito "ah, pó diabo com isto, eu pago e alguém faz".

Uma cesta giríssima, é verdade, mas que agora já nem levava metade dos livros. 

Entretanto falaram-me dumas prateleiras do Aki, que são maravilhosas. São giras, ocupam pouquíssimo espaço e dão imensa arrumação. Fiquei fã!

O resultado:






Agora para os que estão a pensar "mas o que raio é isto? Este blog agora também é de literatura e decoração?"

Sim, agora também é um blog de life style, que é como quem diz, do laife staile. 

Estou a pensar mudar o meu nome para Pipoca, a Maria do Carmo ser Carminho, eu vestir uns calções de ganga - que haveria de ficar maravilhoso nestes troncos-, vestir-lhe tudo o que ela tiver no vestuário que tenha laços, mais 2 laços na cabeça e tirar muitas fotos para publicar. 

Assim, ao pôr-do-sol.

Top.


Beijo da Patinha *







segunda-feira, 18 de maio de 2015

Do parque infantil ou da burrice tamanha






Eu gosto imenso de levar a CLSM ao parque infantil.

Ela adora andar nos baloiços - 2 minutos -, nos cavalinhos  -1 minuto, depois quer ir para o chão e mal chega ao chão quer ir para o cavalinho - nos túneis - quase que entra mas não entra, vai ver do outro lado e não, não entra mesmo nesta coisa que parece assim para o escuro  -  e no escorrega - desce uma vez e fica sentada a cantar e a palrar o resto do tempo.

Ela está feliz e eu feliz e descansada.

E mais vezes iríamos, não fosse a crassa estupidez humana.

Senão vejamos:

           
              No Inverno não podemos ir porque está frio e chuva;

              No Verão não podemos ir porque está muito Sol.


E o que se poderia fazer sobre isto? Hmmmmmm, deixa-me pensar.... 

Se ao menos houvesse alguma coisa na Natureza que fizesse sombra.... Ou se alguém tivesse inventado alguma coisa que servisse de cobertura fosse para proteger da chuva ou do frio...

Mas não, não há nada disso... 

Bem, então fica assim, A descoberto.

Será este o raciocínio?

A sério que me tira do sério!

Não há neste mundo uma alminha pensante que se lembre de colocar uma porcaria de uma pala tipo guarda-sol, construir uma espécie de proteção ou até mesmo plantar uma bendita árvore num parque infantil? Algo que ao menos faça sombra?

Será que ninguém na - com certeza - equipa multidisciplinar que concebe os parques infantis terá dois dedos de testa? 

Será que ninguém numa equipa que deve ser de pelo menos 10 pessoas - porque já se sabe que para se fazer uma coisa como deve de ser tem de ser feito por muita gente. Com muitos títulos - não tem filhos? 

Ah, têm? Mas então onde os levam a brincar às 3 da tarde?

Levam-nos ao parque infantil. 

Sim? A qual?

Ao do centro comercial. 

Porque tem sombra.

Ah!


Beijo da Patinha *



P.S. - Perguntaram-me há uns dias o que raio queria dizer CLSM (sim, ti Joge, tu!).
Provavelmente outras pessoas perguntarão o mesmo. Porque eu sei que passam imenso tempo a pensar em mim! A ler os textos e a sublinhar as partes mais importantes. Tipo horas!

A explicação do CLSM está algures num texto anterior, mas porque ninguém teria paciência de ir ler tudo à procura - nem eu, note-se - fica lavrado em ata que CLSM significa Coisa Linda de Sua Mãe.

É isso. Bem vindos à piroseira sem igual.

*